sexta-feira, maio 04, 2007


sexta-feira, abril 06, 2007

domingo, dezembro 31, 2006

A malta do Projecto 25


Marta Cravina, Manuela Coelho, Mónica Alcântara,
Ricardo Ramos, César Simões e João Cortêz

sábado, dezembro 30, 2006

Projecto25 – O início



O fim de ano está a chegar e é tempo de balanço. Não é a primeira vez que tenho de sentar e fazer esse exercício sobre o Projecto25, mas é a primeira vez que sou incentivado a faze-lo por escrito. E esta situação traz-me dois problemas: primeiro, eu sou a pessoa mais suspeita para fazer uma análise sobre o projecto. Segundo, o espaço que me foi destinado não é suficiente para fazer um verdadeiro balanço e apresentar conclusões. Por isso o que agora apresento é um resumo da história do Projecto25 e uma breve análise do trabalho feito.

Para se analisar a actividade do Projecto25 é preciso recuar no tempo. A ideia surgiu-me há cerca de 10 anos quando tomei consciência da falta de actividade cultural independente no concelho de Mafra, ou seja a oferta cultural no concelho praticamente se resume à programação da Câmara Municipal de Mafra (CMM). Não interessa agora discutir as opções e a qualidade dessa programação, o que interessa é que ela existe e só não a segue quem não quer, ou não pode. Na altura pensei que seria positivo criar uma associação de artistas capazes de ampliar e diversificar a oferta. Uma associação que, embora pudesse beneficiar de subsídios e outros apoios, não visse a sua existência e actividade dependente dos mesmos. De imediato percebi por que é que havia essa falta de actividade independente. As pessoas por aqui gostam da papinha servida na cama e o marasmo é uma nódoa na paisagem.

Ao fim de algum tempo quase abandonei a ideia, apenas quase. Em vez disso deixei-a amadurecer, e mudei de estratégia. Fui fazendo algumas coisas às quais atribuía a iniciativa ao Projecto25, nome que surgiu por volta do ano 2000, depois de uma aventura musical com uns amigos e, a sempre presente, Marta Cravina.

No início de 2004 com ajuda do Adriano Alcântara e a colaboração de amigos poetas, recomecei a publicar a fanzine Número Zero (os três primeiros números datam de 1998). Depois de um ano de edição mensal tive de por de parte esse projecto, pelas mais diversas razões. Mais uma vez não desisti, deixei-o hibernar por tempo indeterminado. No entanto, achei que o projecto merecia uma despedida digna e resolvi criar, a partir de textos publicados na fanzine, um espectáculo poético teatral.
Para levar a bom porto as minhas intenções apresentei o projecto à CMM e convidei a Marta Cravina para trabalhar comigo. Ensaiámos o espectáculo no meu pequeno atelier de pintura. Não foi fácil mas conseguimos lidar bem com a situação. A peça “Espectros do Fingimento” estreou no dia 12 de Fevereiro de 2005 no Auditório Beatriz Costa em Mafra. O espectáculo correu bem. O público, na sua maioria amigos e conhecidos, reagiu com criticas positivas. Estes factos levaram-nos a fazer uma nova proposta a CMM, desta vez para apresentar a peça no Auditório da Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva na Ericeira. Eu e a Marta começámos a acreditar que era possível fazer teatro e criarmos um grupo, por isso decidimos convidar mais gente para integrar o projecto. A única “vitima” foi o César Simões que, apesar de não termos mais nada para oferecer para além da nossa carolice, aceitou juntar-se a nós. Nesse dia o Projecto25 tornou-se realidade.

Por qualquer razão que eu desconheço a CMM não nos deu resposta para a nossa segunda proposta. Mas foi melhor assim. Quando sentimos que podíamos ir para o palco com a nova versão do espectáculo, concluímos que face àquele silêncio tínhamos de procurar alternativas. Contactámos a direcção da Casa do Povo de Mafra que para além de nos ceder o palco, ofereceu-nos a possibilidade de trabalharmos projectos futuros nas suas instalações. Nós só podíamos aceitar, pois saltamos de uma sala de ensaio de meia dúzia de metros quadrados para uma muitas vezes superior, em tamanho e qualidade, e com a garantia de termos um palco disponível para nos apresentarmos.

Começámos a trabalhar, como grupo residente da Casa do Povo de Mafra, em Outubro de 2005. Estreamos a peça “Nunzio” de Spiro Simone a 10 de Fevereiro de 2006, com encenação da Marta Cravina. O Rui Fradinho e eu fizemos dupla na interpretação. O Rui já nos tinha dado uma ajuda, e continua a dar, no campo da sonoplastia. Menos de um mês depois fomos convidados a apresentar novamente a peça “Espectros do fingimento”, desta vez na Escola Secundária José Saramago. A 25 de Março estreámos a peça “A Sena de Jorge” para assinalar os Dias Mundiais da Poesia e do Teatro. O texto foi escrito em co-autoria e representado por César Simões e por mim. Em Maio iniciámos uma série de tertúlias já com mais elementos, Ricardo S. Ramos, Mónica Alcântara e Manuela Coelho. Com estes novos elementos foi possível estrear a 28 de Outubro as peças “A Morte chama” e “Comecting People”.


Infelizmente não posso fazer uma análise individual dos espectáculos acima mencionados, pois cada um precisava de outro texto igual a este ou maior. Sendo assim, digo apenas que cada espectáculo foi uma experiência de descoberta de novos horizontes. Cometemos erros e haveremos de cometer mais, houve problemas, houve soluções e acima de tudo criou-se um grupo que gosta de trabalhar em conjunto. Recebemos recentemente mais três novos elementos; a Ana Ferreira, a Tania e o Nuno.
Para acabar tenho de acrescentar que o Projecto25 não seria possível sem a colaboração de: Skim (Iluminação) Ricardo Topas (sonoplastia), Mário Lino (cenografia), Jorge Vadio (Música), Gritt Ernst.(Guarda roupa). Também quero agradecer ao público que tem assistido aos nossos espectáculos e que aos poucos temos conquistado.

João Cortêz 28/12/2006

sexta-feira, setembro 29, 2006







“Boas tardes… Eu sou o Alfredo. Depois de 3 meses de intenso trabalho, ocupei o corpo desta pessoa que se diz actor e vou estar disponível para me conhecerem melhor nos dias anunciados neste cartaz aqui em baixo no post anterior, naquele lugar que também lá vem. . Podem vir conhecer-me a mim e à minha santa companheira Guida. Depois serei visitado pela morte… e que morte aquela…só vendo”

Era assim Que o Alfredo apresentaria o espectáculo que estamos a ultimar. Mas eu, Actor amador chamado Ricardo Silveira Ramos, apenas posso dizer que o trabalho que tenho tido para que este Alfredo “entre” no meu corpo tem sido árduo mas produtivo e que certamente a partir do dia 28 de Outubro dará frutos.

Sobre o espectáculo propriamente dito não posso adiantar muito, o Cortez, nosso encenador fez o primeiro texto, o “COMECTING PEOPLE”, é uma sátira ao novo riquismo e aos sinais de status na nossa sociedade, e também às relações interesseiras e sem sumo...

O segundo Texto. “A Morte Chama” é uma adaptação de um texto do Woody Allen, repesca o Alfredo para a figura masculina que vai ser visitado pela tenebrosa Morte… bem, talvez esta morte não seja assim tão tenebrosa.

Resumindo, e em termos mais pessoais, Estou ansioso pela estreia… começo a ficar um pouco preocupado, mas contente por finalmente fazer aquilo para que tanto tenho trabalhado juntamente com os meus colegas do projecto25. Agora só volta a postar aqui na véspera da estreia… e sim é uma promessa… a não ser que o Alfredo se apodere de mim definitivamente. Também não era assim tão grave… há tantos Alfredos por aí que ninguém ia notar mais um…

Nova peça estreia a 28 de Outubro

quarta-feira, junho 28, 2006

O Teatro na Vila de Mafra

Alguns apontamentos cronológicos sobre o teatro em Mafra


1840 – É construído um teatro, por licença de D. Maria II, na casa “De profundis” que se situava no andar térreo e era paralelo ao corredor das aulas (Palácio Nacional).

1874 – Fundação da Sociedade Dramática Mafrense (mais conhecida por Teatro Mafrense).

1896 – Demolição do Teatro Mafrense por se encontrar em ruínas.

1901 – A 1 de Janeiro é fundado o Grupo União Mafrense, que mais tarde se passou a designar Grémio Mafrense. Encerramento definitivo em 1942.

1944 – A 22 de Outubro é inaugurado o Cine-Teatro de Mafra que funciona quase ininterruptamente até finais de 1963. Reabre a 4 de Junho de 1964.

1977 – Encerramento do Cine-Teatro de Mafra, sem nenhuma alternativa.

“No que se refere à actividade teatral, no inicio da década de 80, surgiu novo impulso, mas o pólo deslocara-se para a Casa do Povo, onde um grupo de jovens amadores, denominado TEMA, ensaiava as suas peças.”

1988 – A Câmara Municipal de Mafra compra o edifício do Cine-Teatro. É demolido e ai é construído o Auditório Municipal Beatriz Costa, inaugurado em 9/1/1993.

1997 – A 27 de Março (Dia Mundial do Teatro) nasce a Companhia Municipal de Teatro.


Fonte: O Teatro na Vila de Mafra, CMM, 1997

terça-feira, junho 20, 2006

O dia D

Estou ansioso… muito mesmo. Esta estafa de biblioteca em biblioteca, de livro em livro, texto em texto para escolher a nossa próxima Peça tem sido uma azáfama. Acreditem ou não, até já comecei a escrever texto dramático… e acho que nem me saiu mal para primeira vez. Há várias ideias, mas nada certo ainda. Talvez tenhamos um texto do meu querido Woody Allen, mas é curto. Estou, como dizia com alguma ansiedade, mal vejo o momento de começar a trabalhar o meu personagem; construí-lo dentro de mim para o mostrar para todos quantos o queiram ver. Embora ande a apurar a técnica num curso de representação, ainda estou longe de me considerar um actor. Mas é mesmo assim, um actor pode treinar a técnica, mas é ao usá-la, em palco, que a desenvolve… espero estar à altura da situação. Mas embora todos estes sentimentos e dúvidas o maior dos segredos, como em tudo, é o trabalho que se está disposto a realizar. As horas que se está disposto a usar nesta construção de um outro EU dentro do meu EU. Para este trabalho, como já disse estou pronto e desejoso de o começar, e com a ajuda de pessoas mais experientes (sim Marta, estou a referir-me especialmente a ti) acredito que chego lá. Mãos à obra, os trabalhos começam hoje. Tentaremos que tudo fique definido na tertúlia de hoje. A partir de 5ª Feira começam os ensaios… mas hoje já é trabalho…
RSR

Free Counters
Free Counters